RECONHECIMENTO E JUSTIÇA

Hoje eu estive no terreiro que eu costumo freqüentar uma vez por semana para descarregar as energias negativas dos últimos dias e seguir em frente mais renovada. E hoje foi um daqueles dias em que se vai do inferno ao céu, e vice-versa. Eu não sabia, mas levei minha guia marrom. É, eu não fazia vaga idéia, para se ter uma idéia do pouco tempo vago que eu tenho na minha vida particular para prestar mais atenção ao espiritual, mas hoje era dia de festa para meu Pai Xangô. Pelo menos lá no terreiro era. Eu, filha devota do SENHOR DA JUSTIÇA, não poderia ter recebido maior lição no dia de hoje.

Eu não vou entrar em detalhes sobre do que se trata (como sempre, prefiro deixar isso guardado aqui comigo), mas imaginem uma situação na qual você se sente injustiçado, decepcionado. Eu estava todos esses meses esperando por algo importante pra mim. Hoje houve uma confirmação desse acontecimento, mas eu não fui lembrada por quem pensei que seria, e isso me trouxe uma ponta de frustração, um pouco de tristeza. Meu suor, minhas lágrimas, minhas noites sem dormir não foram reconhecidas por quem EU queria que fosse. Alguns minutos depois dessa maré de emoções negativas, uma série de outras pessoas se lembraram de mim. Pediram por mim. Intercederam por mim. Me deram reconhecimento. E se eu parar para pensar um pouco mais, foram exatamente as pessoas que eu afetei de alguma maneira, que eu toquei de verdade com esse trabalho, que deveriam mesmo reconhecer meu esforço e minha dedicação.

Meu Pai Xangô me mostrou a lição: o reconhecimento se é justo de verdade, chega. Não é de quem eu quero, mas de quem eu posso esperar. E posso dizer a verdade? Eu acho que me senti até melhor do que eu pensei que me sentiria se as pessoas que eu esperava que falassem comigo realmente tivessem falado.

Então fiquem sossegados porque aquilo que é nosso por direito, por MERECIMENTO, cruza o nosso caminho, mais cedo ou mais tarde. Deixo o meu OBRIGADA às entidades superiores, aos orixás e à minha mãe, a grande Deusa, que nunca me abandona e sempre me mostra uma direção diferente para tomar rumo aos meus objetivos de vida, tanto materiais quanto espirituais.

quinta-feira às 01:50 , 1 Comment | {+} Link do Post

FEELING THE MOMENT SLIP AWAY... NOT ANYMORE...

Começar esse post é quase mergulhar no meu verdadeiro eu interior. É dar um pulo, um salto no trampolim do caminho pra dentro da minha alma e do meu coração. Eu tenho 28 anos e hoje, nessa noite, pela segunda vez nos últimos anos, eu me senti de novo com 16. Eu voltei no meu passado, na minha adolescência, na época em que os meus sonhos estavam muito distantes de mim ainda. Mas numa época mágica, na qual eu finalmente descobri a amizade verdadeira.

Aquele famoso termo “amor incondicional”, que em muitas ocasiões eu utilizo aqui no meu blog e na minha vida de maneira geral, foi descoberto bem nessa época, quando eu conheci uma das melhores pessoas que eu já pude conhecer. A Rê.

Descobri nessa época que amizade é amor incondicional. Descobri com o passar dos anos e com a convivência com essa pessoa (e até mesmo com a distância que tive que tomar dela) que a verdadeira amizade é um sentimento imutável, cheio de magia. Isso porque ela não sabe, mas em muitos momentos da minha vida eu me lembrei dela. Nos melhores e nos piores momentos. Eu quis muito o ombro dessa minha amiga. Como eu quis! E em vários outros, eu a citei como pessoa-chave dessa minha época. Aprendi muito com ela. Sempre muito meiga, muito carinhosa. Nossa amizade foi como um amor impossível nos tempos de adolescência (ela que o diga – Montecchio e Capuleto que me perdoem, mas isso sim é amor impossível).

Nosso distanciamento não se deve por conta de brigas, desentendimentos, nada disso. Só não era possível uma amizade como a nossa acontecer naquela época. Algumas pessoas não entendiam, levavam para o lado errado, outras pessoas achavam que era energia demais desperdiçada por causa de uma menina, “só mais uma menina”, dentre tantas que eu conheci na minha vida. A mania do pejorativo. Medo de se perder, de que o outro se perca, de confundir as coisas.
Eu nunca confundi minha amizade com essa pessoa. Ela também não. Nós duas, muito cedo, precoce, sem querer e porque não dizer INOCENTEMENTE, acabamos descobrindo uma amizade que era quase como um laço de sangue entre nós. Sentir o que o outro sente, chorar quando o outro chora, sorrir quando o outro sorri. Sentimento, pressentimento, afinidade de alma.

Até no momento de nos distanciarmos nós, MENINAS, fomos MADURAS o suficiente para entendermos que dali pra frente, muita água rolaria debaixo da ponte e que esse carinho e amor incondicional que sentimos uma pela outra, COMO SERES HUMANOS, seria o suficiente para nos lembrarmos para sempre uma da outra. E que um dia assim, sem mais nem menos, voltaríamos a nos encontrar lá na frente, com vidas talvez até diferentes do que planejamos para nós, mas com a mesma FORÇA na amizade, no respeito mútuo e na cumplicidade.

HOJE, essa noite, eu redescobri o amor incondicional. Mais uma vez. Eu nunca me enganei. Essa amizade é sim muito verdadeira, é mútua e é pra sempre. Pareço até uma adolescente mesmo falando nisso, mas é o que eu sinto do fundo do meu coração e da minha alma. O mundo girou milhares de vezes em torno de si mesmo. E girou inúmeras vezes em torno do sol, do universo. Orbitou. Eu ganhei amigos novos, perdi amigos velhos, descartei falsos amigos. Mas a Rê... Essa continuou guardada lá no meu coração. E eu nunca vou saber explicar em palavras o motivo pelo qual eu amo tanto a Rê. Talvez um dia alguém me diga que numa outra encarnação nós tenhamos sido irmãs, mãe e filha, vai saber! Mas eu sei, EU SEI e só sei: o laço que nos une vai muito além do que as pessoas podem vir a compreender. E hoje eu vou dormir MUITO MUITO MUITO FELIZ, porque eu reencontrei um pedacinho de mim, que é ela. Eu me identifico com ela, com a felicidade dela, com a dor dela. Mexeu com ela, mexeu comigo. Ela é o tipo de amigo que qualquer pessoa quer ter para si.

Essa distância não foi nada. NADA. É como se jamais tivesse existido. E como se o tempo nunca tivesse passado! Isso, meus amigos, é amizade de verdade. Sintam-se abençoados por um plano superior se um dia tiverem ou se já tiverem alguém assim em suas vidas. Porque amigo não é só aquele que está todos os dias do seu lado. É aquele que também nunca esquece de você e que, mesmo com a distância, sabe que você está ali do lado dele.

Ser esse tipo de amigo e ter esse tipo de amigo é uma das formas mais puras da magia. Por isso que eu digo sempre que magia não é só ritual, invocação, círculo... é o sentimento e a plenitude que se tem em momentos da vida, nem que sejam breves. Sorte a minha, meu momento é eterno!


sábado às 02:56 , 1 Comment | {+} Link do Post

CINCO PRINCÍPIOS QUE DETONAM UM DEUS OU UMA RELIGIÃO

Encontrei esse texto na internet sem a menor pretenção de fazê-lo. Fiquei extremamente grata em descobrir quase que uma espécie de "sistema" que detecta religiões falsas ou profetas charlatões, que pode facilmente ser utilizado para demonstrar aos mais fanáticos seus erros ou acertos cometidos. Não gostaria, no entanto, que meus leitores julgassem religiões como falsas baseados nos preceitos abaixo, mas sim que tomem mais cuidado com aquilo que lhes é pedido por seus deuses. Segundo o autor do texto - eu o traduzi para o português, pois está originalmente inserido em inglês no site Elroy.net - você pode iniciar a identificação de falsas religiões ou pregadores a partir de cinco sintomas básicos, a saber:

1. A OBRIGAÇÃO DE PROSELITISMO
Qualquer Deus que seja impotente o suficiente para não conseguir entrar em contato direto com sua própria criação não seria digno de ser seguido. Os seres humanos são os piores veículos de transmissão de conhecimento. Duas pessoas que vêem o mesmo acontecimento já contam duas histórias diferentes. Imagine então quando a história lhes é contada através de uma terceira pessoa. Os fatos são facilmente mutáveis. As falsas religiões são facilmente expostas quando enviar seus emissários para arrebatar seguidores para sua divindade impotente, como se fosse um menino de recados.

2. A OBRIGAÇÃO DE PAGAR O DÍZIMO
Qualquer Deus que não pode dar ao luxo de sustentar-se ou dar verdadeiro apoio aos seus fiéis não é um Deus digno de ser seguido. Se Deus criou tudo, então Deus certamente não precisa de seus seguidores para pagar o seu caminho. Por que Deus nos faria pagar suas próprias contas? As falsas religiões podem ser habilmente descobertas quando começam a pedir-lhe dinheiro.

3. FUNDAÇÃO POR UM PROFETA HUMANO
Qualquer Deus que confia em seres humanos falíveis para falar sobre o seu nome não é digno de ser seguido. Usando um ser humano para divulgar seu ensinamento só leva seus fiéis a diferentes interpretações e entendimentos, razão pela qual não existem grandes religiões que não se fragmentam em contradição com congregações. As falsas religiões podem ser rapidamente abatidas quando você descobre que foram criadas por um profeta humano.

4. DECISÕES BASEADAS NO MEDO
Qualquer Deus que faz uso de ameaça de violência contra seres humanos caso não sigam a sua palavra não é digno de ser seguido. A ameaça de violência remove o princípio do livre arbítrio e cria uma incapacidade de saber se um fiel realmente ama a Deus ou apenas finge amor por medo da vida após a morte. As falsas religiões podem ser imediatamente identificadas quando ameaçam com a tortura eterna para aqueles que ignorarem sua mensagem.

5. RECOMPENSA BASEADA EM “INCENTIVO”
Qualquer Deus que suborna as pessoas para segui-lo não é digno de ser seguido. Que tipo de Deus precisa confiar nas motivações egoístas dos seres humanos para obtê-los como seus fiéis? Que tipo de Deus precisa usar recompensas para levar as pessoas a mostrarem sua adoração? As falsas religiões podem ser descartadas quando tentam seduzi-lo a seguir suas crenças com promessas de recompensas e prêmios.

sexta-feira às 15:38 , 0 Comments | {+} Link do Post

MAGIA NAS TELAS DO CINEMA E DA TV

Eu converso quase todos os dias com alguma pessoa que está procurando filmes de magia, livros de magia, coisas de magia em que possam buscar inspiração, um pouco de aprendizado e um pouco de entretenimento. Hoje estou aproveitando meu tempo um pouco maior no computador para passar uma lista completa de filmes que eu mais gosto do gênero. Aos que querem apenas diversão, tem uns muito legais. Outros ensinam alguns princípios básicos de magia, mesmo que nas entrelinhas. A maioria é excelente! Confiram minha lista:

O HOMEM DE PALHA (THE WICKER MAN) – 1973
Sinopse: Uma jovem garota desaparece misteriosamente. Investigando, o Sargento Howie (Edward Woodward), viaja para uma remota ilha escocesa onde conhece o estranho Lord Summerisle (Christopher Lee) um líder religioso da pequena comunidade que realiza bizarros rituais pagãos. Fonte: Bruxaria.net







O FEITIÇO DE ÁQUILA (LADYHAWKE) – 1985
Sinopse: O Bispo de Áquila (John Wood) toma consciência que sua amada, a bela Isabeau (Michelle Pfeiffer), está apaixonada por Etienne Navarre (Rutger Hauer), um cavaleiro. Áquila fica possuído de raiva e ciúme e lança uma maldição sobre o casal: de dia ela sempre será um falcão e de noite Navarre toma a forma de um lobo, sendo que desta forma fica o casal impedido de se entregar um ao outro. Eles têm como único aliado Phillipe Gaston (Matthew Broderick), mais conhecido como Rato, que é o único prisioneiro que escapou das muralhas de Áquila. Fonte: Adoro Cinema




AS BRUXAS DE EASTWICK (THE WITCHES OF EASTWICK) – 1987
Sinopse: Alexandra Medford (Cher), Jane Spofford (Susan Sarandon) e Sukie Ridgemont (Michelle Pfeiffer) são três mulheres que vivem entediadas, na cidade de Nova Inglaterra. Essa rotina é abalada com a chegada de Daryl Van Horne (Jack Nicholson), o homem ideal que elas tanto esperaram. O ricaço começa a satisfazer seus desejos como mulher, iniciando também uma delicada guerra de sexo entre todos os envolvidos. Fonte: Cine Players



ELVIRA, A RAINHA DAS TREVAS (ELVIRA, MISTRESS OF THE DARK) – 1988
Sinopse: Elvira (Cassandra Peterson) é a anfitriã de um programa de baixo orçamento sobre filmes de terror, mas tudo pode mudar quando ela herda da tia Morgana (Cassandra Peterson) uma velha mansão em Fallwell, Massachusetts, uma pequena cidade com apenas 1313 habitantes. Ela sonha em vender a casa e ir para Las Vegas, mas encontra dois sérios problemas: o primeiro são os adultos da cidade, que ficam espantados com o modo de como ela se veste e se comporta. Liderados por Chastity Pariah (Edie McClurg), eles fazem forte oposição à presença de Elvira na localidade. O segundo problema é Vincent Talbot (William Morgan Sheppard), um tio de Elvira que não herdou nada, mas deseja obter de qualquer maneira um "livro de receitas" que também foi herdado por Elvira, que dará a ele imensos poderes para fazer diversos tipos de bruxarias. Fonte: Minha Infância


JOVENS BRUXAS (THE CRAFT) – 1996
Sinopse: Três garotas (Balk, Campbell, True), estudantes de um colégio em Los Angeles, são consideradas esquisitas e rejeitadas pelos colegas. Formam um grupo secreto e se fecham em um pacto de magia negra. Com a chegada de Sarah (Tunney), interam os quatro pontos para o início da magia. Ao perceberem que os feitiços funcionam, começam a vingar-se daqueles que as magoaram. Mas a curiosidade torna-se algo incontrolável... Fonte: Cine Pop





DA MAGIA À SEDUÇÃO (PRACTICAL MAGIC) – 1997
Sinopse: Sally Owens (Bullock) e sua irmã Gilliam (Kidman) são as últimas descendentes da célebre bruxa Mary Owens de Salem, com poderes naturais herdados das tias Jet e Frances (Diane Wiest e Stockard Channing). A família carrega uma maldição - todos os homens que se envolvem com as sensuais feiticeiras acabam mortos. Enquanto o casamento feliz de Sally termina no cemitério, a fogosa Gilliam utiliza seus poderes para conquistar todos os homens que encontra, sem se envolver emocionalmente com nenhum. Seu último namorado, Jimmy (Goran Visnjick), costuma tratá-la aos sopapos e não escapa da sina da família Owens. Apesar da maldição, Sally se apaixona pelo policial encarregado de investigar o desaparecimento, interpretado por Aidan Quinn. Eles ainda terão de enfrentar a fúria do espírito assassino de Jimmy. Fonte: Webcine


CHOCOLATE (CHOCOLAT) – 2000
Sinopse: Vianne Rocher (Juliette Binoche), uma jovem mãe solteira, e sua filha de seis anos (Victorie Thivisol) resolvem se mudar para uma cidade rural da França. Lá decidem abrir uma loja de chocolates que funciona todos os dias da semana, bem em frente à igreja local, o que atrai a certeza da população de que o negócio não vá durar muito tempo. Porém, aos poucos Vianne consegue persuadir os moradores da cidade em que agora vive a desfrutar seus deliciosos produtos, transformando o ceticismo inicial em uma calorosa recepção. Fonte: Bruxaria.net


JOANA D’ARC – 2001
Sinopse: Em 1412, nasce em Domrémy, França, uma menina chamada Joana (Milla Jovovich). Ainda jovem, ela desenvolve uma religiosidade tão intensa que a fazia se confessar algumas vezes por dia. Eram tempos árduos, pois a Guerra dos Cem Anos com a Inglaterra se prolongava desde 1337. Em 1420, Henrique V e Carlos VI assinam o Tratado de Troyes, declarando que após a morte de seu rei a França pertencerá a Inglaterra. Porém, ambos os reis morrem e Henrique VI é o novo rei dos dois países, mas tem poucos meses de idade e Carlos (John Malkovich), o delfim da França, não deseja entregar seu reino para uma criança. Assim, os ingleses invadem o país e ocupam Compiègne, Reims e Paris, com o rio Loire detendo o avanço dos invasores. Carlos foge para Chinon, mas ele deseja realmente ir para Reims, onde por tradição os soberanos franceses são coroados, mas como os ingleses dominam a região, isto se torna um problema. Até que surge Joana que, além de se intitular a "Donzela de Lorraine" tinha uma determinação inabalável e dizia que estava em uma missão divina, para libertar a França dos ingleses. Desesperado por uma solução, o delfim resolve lhe dar um exército, com o qual ela recupera Reims, onde o delfim é coroado Carlos VII. Mas se para ele os problemas tinham acabado, para Joana seria o início do seu fim. Fonte: Adoro Cinema


STARDUST, O MISTÉRIO DA ESTRELA (STARDUST) – 2007
Sinopse: O jovem Tristan (Charlie Cox) tenta conquistar o amor da bela e fria Victoria (Sienna Miller) indo em busca de uma estrela cadente. A jornada o leva a uma terra esquecida e misteriosa, além dos muros da cidade. Porém Tristan não é o único atrás da estrela cadente. Os quatro filhos do rei de Stormhold (Peter O'Toole) e os espíritos de seus três filhos já falecidos também estão atrás dela, assim como a feiticeira Lamia (Michelle Pfeiffer), que deseja usá-la para recuperar a juventude. Para enfrentar todos estes concorrentes Tristan precisará ganhar o amor da estrela, que se transformou em uma garota chamada Yvaine (Claire Danes). Fonte: Adoro Cinema


CAÇA ÀS BRUXAS (SEASON OF WITCH) – 2010
Sinopse: Behmen (Nicolas Cage) é um cavaleiro que, depois de vários anos lutando nas Cruzadas, perdeu algumas batalhas, muitos amigos e até a fé. De volta à sua terra natal, ele encontra uma Europa devastada pela fome e a peste negra. Neste cenário de destruição ele se une a um grupo de guerreiros encarregados de levar uma garota, suspeita de ser bruxa, para um monastério distante. Não leva muito tempo até que o grupo perceber que a jovem possui forças sobrenaturais, e que eles estão prestes a enfrentar um mal além da nossa compreensão. Fonte: Cinema 10

quarta-feira às 15:58 , 0 Comments | {+} Link do Post

NOME PRÓPRIO

"Minha dor é interna, não curte a pele, não estraga o corpo. Mas meus olhos me delatam. A dor estava toda ali dentro, os olhos sérios negros e fundos. Dor de quem já viu tudo e não espera mais nada. De quem ficou sozinha a vida inteira, encarcerada em si mesma. De quem já viu o nada, o vazio absoluto, a ausência de cor e dor e calor e música e sentimento, já foi engolido e cuspido pelo nada incontáveis vezes, e será de novo, e de novo, e mais uma vez, até a última, quando só sobrar um caroço morto, um esqueleto sem vida. Depois de ver o nada, nada mais espera. Não é como se voce ficasse insensível ou entorpecido, nada disso. Aumenta o apetite por sentimentos, aumenta a intensidade, porque você sabe que ele pode chegar a qualquer momento, como uma nuvem, uma peste silenciosa, e acabar com tudo. A dor salva do nada. Só ela salva."



Assistam o filme "NOME PRÓPRIO". Vale a pena.

às 14:54 , 0 Comments | {+} Link do Post

VOCÊ APRENDE

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e nem promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança. E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo você aprende que o sol queima se você ficar exposto.

Depois de um tempo você aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante, das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias.

E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida.

E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher.

Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam.

Percebe que o seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa ou nada e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa... Por isso, sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes têm influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto.

Aprende que não importa onde já chegou, mas aonde está indo,mas se você não sabe aonde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que ou você controla seus atos, ou eles o controlarão. E que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa o quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute quando você cai, é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso. Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel.

Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ame com tudo que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga,você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás. portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar. Que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe... Depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

Nossas dádivas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar se não fosse o medo de tentar.

Willian Shakespeare

segunda-feira às 11:52 , 1 Comment | {+} Link do Post

IMAGINÁRIO

O que acontece com a vida sem o poder da imaginação?

Por muitas vezes eu não escrevo somente aquilo que vivo, que sou. A minha imaginação nos meus rituais é parte essencial do meu viver e do meu ser. Sem ela, eu não conseguiria viver. Um mundo sem imaginação é um mundo vazio. O que seria de todos sem ela?

A imaginação faz a intenção. A intenção faz o mago. O mago faz a mágica. A mágica mais linda é nossa imaginação. Ela é como uma mulher selvagem: não racionaliza os sentimentos, se alimenta da alma das coisas, dos bichos, da natureza; é feliz com o que sonha, é livre, não tem pudores, moral, ética. Não conhece nenhum desses valores. E é linda assim, limpa, porém não inocente. Não é prática, complica e simplifica. É complexa. Eleva a alma, acalma o corpo e transfere para ele tudo o que está nesse mundo alternativo, lindo ou feio, claro ou escuro. A imaginação é fértil, é estéril, é tão inteligente e tão burra, tão significativa e tão sem significado. É um enigma.

Uma bruxa conhece bem sua imaginação. Ela precisa conhecer para dominá-la, e essa não é uma tarefa fácil. Dominar a imaginação requer muito autocontrole, muita solidez nos pensamentos racionais, muita experiência com a vida, a morte, a dor e o amor. A bruxa que consegue controlar a imaginação sabe também controlar a intenção e seus encantamentos, orações, desejos mais profundos tornam-se realidade. Porque a imaginação é o que faz a energia desse universo inteiro circular, e nesse ir e vir, há uma troca mútua com o divino. Ela é contínua. Quanto mais a bruxa entender da imaginação, mais ela aprende a concretizá-la, seja seu desejo qual for.

Mas em algumas ocasiões a imaginação foge do controle e se torna obsessão. Loucura. Por isso é tão difícil aprender a controlá-la.

E só quem já viveu do seu físico, dos seus sentimentos da maneira mais intensa é quem é capaz de imaginar as melhores coisas. É capaz de colocá-las para fora com tamanha precisão que elas acontecem. Portanto, a bruxa que não medita, que não lê, que não utiliza música como instrumento de canalização de energia, que não olha para o céu pelo menos uma vez no dia ou não se perde num pensamento ilusório, não consegue encantar, por mais que tente. Sonhar é importante, manter-se acordado enquanto sonha também o é. A bruxa que não dá valor para o poder da própria mente não faz a menor idéia do que é verdadeiramente SER bruxa.

Os peixes não voarão e as águas não se abrirão. Mas os seus sonhos, seus projetos de vida, esses sim podem ser concretizados. Porque a imaginação cria perspectivas diferentes, formas possíveis. As impossíveis, deixamos para os sonhos e os nossos exercícios diários.

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ENCONTRO COM DEUS

No dia do meu aniversário, eu estava ouvindo uma linda música: Pachelbel's Canon. Fui envolvida por uma luz cintilante, coral, intensa, brilhante demais, quase me cegava. Tive vontade de me deitar. Quando o fiz, senti que não estava mais no chão. Mãos delicadas como as de anjos me conduziam aos céus, e enquanto eu era elevada, sentia a presença divina cada vez mais próxima de mim. Era tudo muito intenso, mas de uma leveza indescritível. Havia flores, pétalas de rosas, margaridas, girassóis, azaléias tocando meu corpo.



Respirava profundamente. Meu corpo se acalmava. Amansava. Os batimentos cardíacos caindo aos poucos. A respiração muito lenta. Os céus foram tomados de tons de lilás, azul e amarelo. Violinos fortes, marcantes, me davam a exata noção de para onde eu estava sendo levada. Num repente, cheguei ao espaço, não negro, lilás. Um lindo arco-íris cortava os planetas e terminava no sol. Pássaros de centenas de espécies, pequeninos e grandes voavam sobre a minha cabeça. Sob meus pés, podia sentir a água de uma nascente, fina, gelada, refrescante. Não havia densidade naquele espaço. Eu flutuava e, apesar da água, não havia chão.

Pude entender o tamanho da beleza divina. Chorei emocionada. Me ajoelhei. Agradeci ao meu Deus, à sua divina côrte de corpos celestes, pela água que eu tomo todos os dias, pelo meu sono à noite, por respirar, pelas árvores, os peixes, os animais. Criei asas. Senti paixão, amor, ternunra, bondade, perdão. Era tudo muito lindo. Sem diferenças, sem preconceitos. Era tudo tão grandioso e tão lindo, que me perdi nos sentidos. Era Deus. Eu me encontrei com ele. Eu O conheci.

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O JEITO É... JOGAR PRO UNIVERSO

Hoje no meu caminho de volta pra casa veio um turbilhão de coisas que só passaram pela cabeça e pelo coração nos últimos dias. Muitas delas têm a ver com as "coincidências" da vida, com as coisas que chegam de graça, com objetivos que eu não sei mais se quero atingir, com mudanças drásticas...

E quando cheguei em casa, me deparei com uma coisa não muito agradável. Nem vem ao caso contar o que é. Acho que inclusive eu não posso nem contar, não seria ético da minha parte. Mas foi uma coisa que me deu um baque tremendo. Agora eu estou com uma pergunta que não quer calar bem no meio da alma: eu sou melhor ou pior? O que um evento tão aleatório na vida tem que me deixar tão no chão? Por que cargas d'água eu estou preocupada com o meu caráter? Tem algo de errado na formação dele? Tem algo diferente demais? Sei lá, nem sei como procurar respostas para tantas perguntas.

Vai ver não era pra ser. Vai ver era só pra eu acordar pra minha vida, pro meu corpo, pra minha saúde, pro meu plano de vida. Vai ver foi um aviso: "você nasceu para não ter nada de mão beijada filha, vai ter que batalhar muito ainda, desencana".

E é vida que segue. Preciso pensar na minha mudança (que não sei ainda se tenho pra onde ir), preciso pensar no que vou fazer esse ano (se produção, voltar a escrever, pensar no meu livro, no meu espiritual...).

Vou dormir com essa na cabeça. E vou jogar minha vida nas mãos de Deus e do Universo, e seja dela o que ELES quiserem.

quarta-feira às 01:40 , 1 Comment | {+} Link do Post