DIA DO SILÊNCIO

Um conversa onde não há silêncios é uma conversa de surdos, dizia Prederick Peris em uma de suas tiradas geniais. O silêncio é o tempo de digerir o que o outro disse, compreender o que o outro comunicou.

Muitas vezs, as pessoas mal conseguem esperar o outro acabar de falar - elas começam a falar junto, demonstrando que não estão abertas a realmente ouvir o outro. Sem isso, como podem se entender?!

Alex Xavier

sexta-feira às 13:12 , 0 Comments

30 FOTOS DE ANIMAIS...

Que nos farão sorrir!
clipped from amolife.com
30 Animal Photos That Will Make You Smile
 blog it

às 00:17 , 1 Comment

NATUREZA

Olha isso...
 blog it

às 00:15 , 0 Comments

RITUAL DOS QUATRO ELEMENTOS

Sempre que desejar harmonizar seu lar ou realizar um desejo, faça um pequeno altar em homenagem aos alamentais:

- Gnomos: pedra
- Sereias: água com essência
- Silfos: incenso
Salamandrs: vela

Depois, faça a seguinte oração:
"Em nome do amor e da magia, que eu alcance sem demora o que mais desejo agora, em nome da água que tudo permeia, da terra que tudo dá forma, do ar que tudo clareia e do fogo que tudo transforma".

quinta-feira às 23:55 , 0 Comments

CURSO DE REIKI - MICHELLE GODAS


Da minha grande amiga, irmã e companheira de Grande Arte.

às 16:37 , 1 Comment

REVOLUÇÃO

Se pra você tudo já tanto faz, a guerra como o amor e a paz, se acha que nada mais importa, que o mundo já não dá mais pra desentortar e que espanou o rabo da porca, comece por você.

Uma imensa transformação: vá pelas portas do fundo do teu coração, fuja da alienação, sinta uma enorme indignação. Chute o balde, ajude também a limpar essa sujeira, a corrupção, faça você mesmo a sua revolução.

Milton Aguiar

às 12:27 , 0 Comments

HARRY'S GAME

Música de Clannad

Imtheochaidh soir is siar
A dtainig ariamh
An ghealach is an ghrian
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Imtheochaidh an ghealach's an ghrian
An Daoine og is a chail 'na dhiadh
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day
Imtheochaidh a dtainig ariamh
an duine og is a chail ne dhiadh
Fol lol the doh fol the day
Fol the doh fol the day

[TRADUÇÃO]
Eu irei de leste a oeste
De onde vêm a lua e o sol

A lua e sol ir-se-ão
E o jovem homem
Com sua reputação

Eu irei de onde quer que ele tenha vindo
O jovem homem e sua reputação atrás de si.

às 03:32 , 0 Comments

O GUARDADOR DE REBANHOS

Num meio dia de fim de primavera
Tive um sonho como uma fotografia
Vi Jesus Cristo descer à terra,
Veio pela encosta de um monte
Tornado outra vez menino,
A correr e a rolar-se pela erva
E a arrancar flores para as deitar fora
E a rir de modo a ouvir-se de longe.

Tinha fugido do céu,
Era nosso demais para fingir
De segunda pessoa da Trindade.
No céu era tudo falso, tudo em desacordo
Com flores e árvores e pedras,
No céu tinha que estar sempre sério
E de vez em quando de se tornar outra vez homem

E subir para a cruz, e estar sempre a morrer
Com uma coroa toda à roda de espinhos
E os pés espetados por um prego com cabeça,
E até com um trapo à roda da cintura
Como os pretos nas ilustrações.
Nem sequer o deixavam ter pai e mãe
Como as outras crianças.
O seu pai era duas pessoas -
Um velho chamado José, que era carpinteiro,
E que não era pai dele;
E o outro pai era uma pomba estúpida,
A única pomba feia do mundo
Porque não era do mundo nem era pomba.
E a sua mãe não tinha amado antes de o ter.

Não era mulher: era uma mala
Em que ele tinha vindo do céu.
E queriam que ele, que só nascera da mãe,
E nunca tivera pai para amar com respeito,
Pregasse a bondade e a justiça!

Um dia que Deus estava a dormir
E o Espírito Santo andava a voar,
Ele foi à caixa dos milagres e roubou três,
Com o primeiro fez que ninguém soubesse que ele tinha fugido.
Com o segundo criou-se eternamente humano e menino.
Com o terceiro criou um Cristo eternamente na cruz

E deixou-o pregado na cruz que há no céu
E serve de modelo às outras.
Depois fugiu para o sol
E desceu pelo primeiro raio que apanhou.
Hoje vive na minha aldeia comigo.
É uma criança bonita de riso e natural.
Limpa o nariz no braço direito,
Chapinha nas poças de água,
Colhe as flores e gosta delas e esquece-as.
Atira pedras nos burros,
Rouba as frutas dos pomares
E foge a chorar e a gritar dos cães.
E, porque sabe que elas não gostam
E que toda a gente acha graça,
Corre atrás das raparigas
Que vão em ranchos pelas estradas
Com as bilhas às cabeças
E levanta-lhes as saias.

A mim ensinou-me tudo.
Ensinou-me a olhar para as cousas,
Aponta-me todas as cousas que há nas flores.
Mostra-me como as pedras são engraçadas
Quando a gente as tem na mão
E olha devagar para elas.

Diz-me muito mal de Deus,
Diz que ele é um velho estúpido e doente,
Sempre a escarrar no chão
E a dizer indecências.
A Virgem Maria leva as tardes da eternidade a fazer meia,
E o Espírito Santo coça-se com o bico
E empoleira-se nas cadeiras e suja-as.
Tudo no céu é estúpido como a Igreja Católica.

Diz-me que Deus não percebe nada
Das coisas que criou -
"Se é que as criou, do que duvido" -
"Ele diz, por exemplo, que os seres cantam a sua glória,
mas os seres não cantam nada,
se cantassem seriam cantores.
Os seres existem e mais nada,
E por isso se chamam seres".
E depois, cansado de dizer mal de Deus,
O Menino Jesus adormece nos meus braços
E eu levo-o ao colo para casa.

Ele mora comigo na minha casa a meio do outeiro.
Ele é a Eterna Criança, o deus que faltava.
Ele é o humano que é natural,
Ele é o divino que sorri e que brinca.
E por isso é que eu sei com toda a certeza
Que ele é o Menino Jesus verdadeiro.
E a criança tão humana que é divina
É esta minha quotidiana vida de poeta,
E é porque ele anda sempre comigo que eu sou poeta sempre,
E que o meu mínimo olhar
Me enche de sensação,
E o mais pequeno som, seja do que for,
Parece falar comigo.

A Criança Nova que habita onde vivo
Dá-me uma mão a mim
E a outra a tudo que existe
E assim vamos os três pelo caminho que houver,
Saltando e cantando e rindo
E gozando o nosso segredo comum
Que é o de saber por toda a parte
Que não há mistério no mundo
E que tudo vale a pena.

A Criança Eterna acompanha-me sempre.
A direção do meu olhar é o seu dedo apontando.
O meu ouvido atento alegremente a todos os sons
São as cócegas que ele me faz, brincando, nas orelhas.
Damo-nos tão bem um com o outro
Na companhia de tudo
Que nunca pensamos um no outro,
Mas vivemos juntos a dois
Com um acordo íntimo
Como a mão direita e a esquerda.

Ao anoitecer brincamos as cinco pedrinhas
No degrau da porta de casa,
Graves como convém a um deus e a um poeta,
E como se cada pedra
Fosse todo o universo
E fosse por isso um grande perigo para ela
Deixá-la cair no chão.

Depois eu conto-lhe histórias das cousas só dos homens
E ele sorri, porque tudo é incrível.
Ri dos reis e dos que não são reis,
E tem pena de ouvir falar das guerras,
E dos comércios, e dos navios
Que ficam fumo no ar dos altos-mares.
Porque ele sabe que tudo isso falta àquela verdade

Que uma flor tem ao florescer
E que anda com a luz do sol
A variar os montes e os vales,
E a fazer doer aos olhos os muros caiados.
Depois ele adormece e eu deito-o
Levo-o ao colo para dentro de casa
E deito-o, despindo-o lentamente
E como seguindo um ritual muito limpo
E todo materno até ele estar nu.

Ele dorme dentro da minha alma
E às vezes acorda de noite
E brinca com os meus sonhos,
Vira uns de pernas para o ar,
Põe uns em cima dos outros
E bate as palmas sozinho
Sorrindo para o meu sono.

Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

Esta é a história do meu Menino Jesus,
Por que razão que se perceba
Não há de ser ela mais verdadeira
Que tudo quanto os filósofos pensam
E tudo quanto as religiões ensinam?

Fernando Pessoa.

às 03:29 , 0 Comments

CAEIRO E DEUS

No Guardador dos Rebanhos, todo ele pungente na visão naturalista e desmistificadora do heterônimo alberto Caeiro, Fernando Pessoa comete um dos poemas mais lindos. O poema de número 6, que relata a vinda à terra de Jesus Cristo em forma de menino, transcende não só por seu valor literário, mas também pela coragem de, em um país de forte tradição católica, abordar a mitificação que a religião faz do sagrado.

De forma contundente e ao mesmo tempo linda, Pessoa descreve ali um deus que - não importa quão agnósticos sejamos - todos gostaríamos de ter: um deus que pudéssemos levar, maternalmente, ao leito, adormecido. E que quando morrêssemos nos levasse ao colo para a cama. E nos contasse histórias, caso acordássemos.

Décio Mello

às 03:24 , 0 Comments

MIMADA

Queria você. Depois não queria mais. Queria porque é moço novo, beija mole, tem covinhas e não usa pente no cabelo. Depois não queria mais. Queria porque tem livros, aos montes de Machado de assis, e quase vi a gente com Correspondências e um cobertor bem velho. Acho que de madrugada. Depois não queria mais. Segui teu conselho: "Toma uma leite que o sono chega e a aflição passa". Passa nada... Toda vez que vejo um ~pente, Machado de Assis ou madrugada, fico pensando que quase fui tua... E depois não queria mais.

Raquel Lemos

às 03:19 , 0 Comments

CONVITE - TEMPLO DE SHEKINAH

às 01:44 , 0 Comments

DIONISÍACO

Vem, deus da embriaguez,
me acende, me põe tonta,
me encanta e canta
versos em meu ouvido.

Sussura desejos, segredos,
me toma em teu corpo,
entranha nas minhas veias,
me liberta das âncoras
e do espanto, que eu danço
no altar de teu templo
ao sabor do teu vinho,
da vertigem e dos ventos.

Denisis Trindade.

às 00:43 , 0 Comments

INDIVIDUALIDADE

Parece que não se mais o significado dessa palavra. Numa busca incessante por originalidade e auto-afirmação, as pessoas acabam adotando modismos e tendências que só as padronizam e fazem com que elas percam aquilo que as tornam únicas. E você? O que te faz ser único?

Cássia Moraes

terça-feira às 15:23 , 1 Comment

UM CONTO...

Estava eu num barco sem rumo. Eu navegava sem direção, sem bússola, sem norte. Implorava aos guardiões dos oceanos que me dessem asas, assim eu voaria para longe do mar de tristeza no qual eu navegava solitária. Não era atendida e tudo o que conseguia era remar em meio à tempestade de acontecimentos da vida.

Ah, a vida! Ela se encarregou que me mostrar que o destino existe. Ela deu voltas, e a roda girou em favor de um encontro especial. Asas: a liberdade tão desejada misturada á diligência carnal, de sentir meus pés em terra firme, com a certeza de que a qualquer momento eu poderia abri-las e voar através das nuvens, chegar perto do sol e atravessar continentes. Eu sonhava com o dia em que eu ganharia asas.

Enfim, um anjo que vivia no mar atendeu minhas súplicas. Ele me encontrou no pior momento, quando minha embarcação da vida não enxergava mais perspectivas, e estava prestes a afundar. Ele guardava os profundos domínios do amor, e apareceu assim, com seus olhos de um verde incomparável, e com o toque suave de suas mãos, impediu que eu me afogasse em mágoa e revolta.

O anjo me convidou a ser livre. Ele me pediu para confiar no seu amor, na aurora e na vida. Ele acariciou meus cabelos levemente, e eu me apaixonei perdidamente. Seu sorriso era a prova de que meu sentimento era imediatamente correspondido. E decidi então não aceitar mais seu presente. Queria estar ali, com ele: tive medo de não mais vê-lo.

Ele sorriu. Pediu para que eu fosse forte por nosso sentimento, que vivêssemos nossos momentos sem preocupação. Tudo o que pude enxergar foi verdade em seus olhos. E alcei então meu vôo, com asas emprestadas. Vi então um mundo lindo, de cores vibrantes, de sensações únicas. Quanto mais alto e mais longe, mais próximo eu sentia meu anjo de mim...

Certa noite, adormeci aos pés de uma grande e frondosa árvore. Sonhei com seu olhar, com seu sorriso. Senti a liberdade e entendi o sentido da confiança e meu coração inflou-se de alegria pura, imaculada. Acordei sentindo uma leve brisa. Abri meus olhos e lá estava: eu, nos braços do meu anjo. Ambos tínhamos asas e finalmente podíamos voar juntos pelo mundo.

E eu conheci a paz e o amor infinitos, a esperança e a graça que é viver a vida ao lado do meu grande amor. Nosso encontro é eterno, mas às vezes voamos em direções opostas. E quando eu volto, agradeço aos deuses por terem me tirado dos mares da angústia e me elevarem em direção ao infinito. Ao amor infinito.

segunda-feira às 19:37 , 0 Comments

ANGEL

Música de Sarah Mclachlan

Spend all your time waiting
For that second chance
For a break that would make it okay
There's always some reason
To feel not good enough
And it's hard at the end of the day
I need some distraction
Oh beautiful release
Memories seep from my veins
Let me be empty
Oh and weightless and maybe
I'll find some peace tonight

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

So tired of the straight line
And everywhere you turn
There's vultures and thieves at your back
And the storm keeps on twisting
You keep on building the lies
That you make up for all that you lack
It don't make no difference
Escaping one last time
It's easier to believe in this sweet madness oh
This glorious sadness that brings me to my knees

In the arms of the angel
Fly away from here
From this dark cold hotel room
And the endlessness that you feel
You are pulled from the wreckage
Of your silent reverie
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here
You're in the arms of the angel
Maybe you find some comfort here

domingo às 22:46 , 0 Comments

É DIFÍCIL AMOR. É DIFÍCIL AMAR

Nos últimos dias me peguei pensando um pouco mais, dando uma maior atenção ao significado da palavra amor. Na verdade, refleti bastante sobre como é complicado vibrar amor para as pessoas, em como é difícil demonstrar o nosso amor sem confundir com desejo, com amor de amigo, com amor de irmão.

Pensei bastante também em como o fator medo não permite que nos expressemos da maneira como gostaríamos.

Estou pensando em como eu me esforço até o fim para demonstrar meus sentimentos, por mais profundos e secretos que eles sejam, e intensos também, da maneira mais sutil, a que “assuste” menos as pessoas. Me sinto sozinha nesse mundo pensando assim. Parece que ninguém mais tem vontade de mergulhar de verdade em uma história. Às vezes eu também sinto que nadei, nadei, nadei... E morri na praia, sem ninguém do meu lado.

Ficar sozinha por dois anos muda a perspectiva da gente em relação às outras pessoas e em relação ao mundo. E muda também a perspectiva de como deve ser um próximo relacionamento. Modifica tudo. Pena que não modifica a perspectiva do outro. E nem pode, do contrário estaríamos mexendo no livre arbítrio da pessoa.

O mundo é estranho, o ser humano é complexo demais. Quando você pensa que finalmente entrou no coração de alguém, ou falta espaço para respirar, porque você divide o coração com outras pessoas em relação ao mesmo sentimento; ou sobra tanto espaço que parece que você está sozinho ali, sem a companhia daquele que te entregou o coração.

Eu me pego me olhando no espelho e me perguntando se assim, como eu sou por fora, sou o suficiente para alguém me enxergar com outros olhos. Pra essa pergunta, eu já tenho uma resposta, por incrível que pareça. Porém, me pego olhando para dentro de mim, me perguntando se o que eu sou por dentro é o suficiente para alguém enxergar dentro da minha alma. Essa resposta eu ainda não tenho.

Não, não estou triste. Apenas pensando.

às 22:45 , 0 Comments

AMOR: UMA EXPERIÊNCIA ÚNICA

Primeiramente, olá a todos que estão lendo este post. Agradeço a quem não me “abandonou”, mesmo com a minha demora em postar – acho que se foram três meses mais ou menos. Aos poucos, vou retomando a rotina.

Anda um pouco complicada a minha vida profissional, viajei muito e não tive tempo, condição física ou mesmo inspiração para escrever, mas aí vou eu mais uma vez, relatar minhas experiências, mirações e reflexões em Shekinah.

O trabalho voltou para a Chácara do Yuri, local onde eu abraço todos os poderes que a natureza é capaz de fornecer como instrumentos para um ritual interessante, desprendido e concentrado, focado. Infelizmente as coisas não aconteceram como o planejado para o início da noite, e após algumas horas sem mesmo saber se teríamos trabalho, finalmente demos início ao ritual.

Devo ressaltar que o ato de auxiliar na montagem do templo, na colocação das imagens, o acender de velas e incensos, todo esse processo pra mim é essencial, sinto-me parte da energia corrente naquele local, entre aquelas pessoas. Mais um ritual “fechado”, com poucos visitantes.

A princípio, não parecia que tanta energia fluiria ali. Mas com o passar de uma hora de trabalho mais ou menos, ela veio tão forte, tão intensa e tão pura e grandiosa, que eu mal podia conter meu êxtase. Todo o meu processo, dessa vez, deu-se em uma espécie de “câmera lenta”. Eu pedi confirmações sobre pessoas com as quais me relaciono, sentimentos, objetivos. E, ao que me pareceu, essa “câmera lenta” veio justamente para que eu não perdesse um detalhe sequer do que eu estava avaliando ali, naquela noite.

Na primeira miração, eu via pessoas através de uma porta. Era uma sala ampla, branca, muito iluminada. As pessoas eram pessoas que estavam passando pela minha vida. Algumas entravam pela porta e caminhavam na minha direção. Outras simplesmente por ali passavam e sequer notavam a minha presença. Isso foi revelador em muitos aspectos.

Em outra, diferenciada, eu estava em um túnel, em tons de vermelho e branco, parecido com um daqueles pirulitos gigantes. Nesse túnel eu estava deitada, olhando para uma pessoa que vinha em minha direção, vagarosamente. Ele vinha do final do túnel, onde tinha uma porta. E ele só vinha em minha direção. Caminhava, com os olhos brilhando, mas tão devagar... Chegou a me dar sono dentro da minha própria miração! Mas eu entendi PERFEITAMENTE a mensagem que isso quis me passar.

Num exercício de extrema paciência, eu enxergava essas pessoas, e, em determinado momento, eu fui fundo em um sentimento, único: amor. Amor por alguém, estar apaixonada. Eu estou. Pensei muito sobre isso. E viajei dentro de mim, procurando o meu coração, num mundo cor-de-rosa, dentro, bem no fundo da alma. É estranho procurar o coração na alma, mas é ali que o meu fica, disso eu tenho certeza. E eu encontrei o ponto inicial do meu sentimento, o “gatilho” para que aquilo tudo passasse a acontecer dentro de mim. Parei por um minuto, examinei aqueles lindos raios de luz branca, cor-de-rosa, roxo, amarelo e prateado. Mergulhei num oceano rosa, de onde eu apreciava, como expectadora, as minhas próprias lembranças da trajetória desse sentimento. Perguntei-me se deveria avisar o dono do meu coração. A resposta foi positiva. Mas, e o medo de uma rejeição? Eu me perguntei isso também. A resposta foi outro ponto de interrogação.

Mas, o que eu gostaria de escrever mesmo aqui, de DESCREVER, eu acho que simplesmente não consigo. Como descrever a miração de fluidos que eu enxerguei como sendo amor? Acho que a imagem abaixo é o que melhor poderia TENTAR ILUSTRAR.

segunda-feira às 04:55 , 0 Comments

DESABAFO

Como é para uma pessoa descobrir o verdadeiro caráter de outra? Eu entreguei muita coisa pra luz no último ritual em Shekinah, e isso me fez enxergar com maior clareza a alma e o caráter de algumas pessoas.

Foi bom, no final valeu a pena. Descobri quem são essas pessoas. E com algumas, meu Deus, quanta decepção. Uma decepção contornável, afinal de contas, basta afastá-las da minha vida, mesmo que isso me doa por algum tempo.

Existe um limite em ser uma pessoa que aceita as demais com suas qualidades e defeitos. Eu sei, temos uma série de ensinamentos que nos dizem para confiar, para sermos prestativos, para entregarmos a outra face, para sermos alegres e fazer sempre o bem. Mas até que ponto devemos fazer isso? E se as pessoas para quem tentamos fazer o bem simplesmente não prestam a menor atenção na gente? Ou pior que isso: se autodenominam “amigos”, mas pelas costas, provavelmente nos olham de cima, ou nos acham patéticas lá no fundo?

Tanta presteza... Com pessoas que não estão interessadas nela, só serve mesmo para “marcar pontos” e diminuir o karma, porque em verdade, não deveríamos nos preocupar tanto assim. Eu sei que posso estar errada, e provavelmente estou, mas preciso desabafar em relação a isso. É muito triste você ver seu esforço, seu carinho, sua devoção e dedicação sendo ignoradas e ridicularizadas. Eu pergunto: afinal, é justo? É certo?

quarta-feira às 02:03 , 2 Comments

PRIMEIRO ESBAT, JÁ O MELHOR DO ANO

Esse post será um pouco longo, então eu aconselho meus leitores a irem digerindo aos poucos todas as informações e acontecimentos que eu vou escrever aqui.

No primeiro grande esbat do ano, eu acessei tanta informação que quase deu “tela azul” no meu sistema. Mas a avaliação e a conclusão eu já posso adiantar: mesmo estando exausta, eu nunca me senti tão bem em toda a minha vida.

O trabalho desse primeiro esbat não foi realizado na Chácara do Yuri, e sim na casa da dirigente dos trabalhos. Ou seja, Shekinah é sim um “templo móvel”, que em breve será fixado e teremos nosso cantinho. No ritual, compareceram pouquíssimas pessoas: estávamos em seis, começo de ano acho que é assim mesmo. Tá todo mundo viajando ainda.

O espaço utilizado é um campo de energia fortíssimo, onde a dirigente do trabalho presta consultoria em diversas áreas e dá cursos. Nosso trabalho foi de autoconhecimento e cura. E que cura! Não sei se foi o ambiente, mas eu me perdi um pouco no início do trabalho. A força veio e foi embora rapidamente, e tudo o que pude fazer foi segurar Neiley entre as minhas mãos junto com o meu cristal. E senti o poder da força da minha lua mágica tão querida. Sim, apesar da egrégora e da proteção local, eu tenho sempre comigo meus dois amuletos e chamo os cantos para pedir a minha proteção pessoal. Trabalhar no autoconhecimento, como a própria palavra sugere, é algo muito particular, então eu prefiro chamar “os meus” para estarem comigo. Vi minha mentora apenas no início de tudo. Depois, ela me “soltou” nos meus pensamentos e na minha própria alma.

Não sei se felizmente ou infelizmente, eu só pude enxergar uma coisa, uma situação e uma única pessoa durante o trabalho inteiro. Minto, eu vi várias outras coisas, mas essa foi a principal e a mais trabalhada. No post anterior, eu citei o pensamento que me pegou na minha auto-avaliação sobre karma, dharma e destino. Essas três coisas vieram juntas, não se separaram um momento sequer durante todo o ritual. Eu quis entender o motivo de uma situação em particular acontecer, como ela aconteceu, o que eu tinha colhido a parti dela, afinal, um karma ou um dharma? E como o destino me colocou a situação e a pessoa no meu caminho?

A coisa toda foi forte demais. Sem grandes visões alegóricas, como eu costumo ter, e chamo-as de didáticas, porque toda a alegoria explica muito bem o real significado daquilo tudo. Dessa vez, eu tive que “pescar” os significados em meio a uma avalanche imensa de pensamentos. Trabalho, vida, morte, amor, família, amigos, intenções, sentimentos, ambições. Tudo junto, tudo muito rápido, passando em frações de segundo pela minha cabeça.

Na segunda parte, os índios vieram ao meu encontro e eu recebi uma cura que eu esperava há muito tempo. Sinto que ainda preciso de pelo menos mais uma cirurgia espiritual, mas ela foi bem-sucedida até aqui e eu já senti uma enorme diferença física. Fiz um pequeno uso de pranayama para potencializar essa cura, e abrir de uma vez a alma para receber a energia, nada sutil para citar, dos índios. Foi algo extremamente tenso e intenso de agüentar. Mas eu consegui ficar firme e aguardar tudo o que tinha para ser aguardado e receber tudo o que tinha para ser recebido. É impressionante como a gente passa a sentir os corpos sutis passeando pelo salão todo. E como o ego da gente é forte e difícil de ser superado em alguns momentos.

Digo isso porque, logo após a primeira cura, me sentei num ímpeto e com o objetivo fixo de jogar para fora do meu ser coisas que já não me serviam mais. O ego impregnou de uma maneira, que é difícil até de explicar. Como o meu trabalho foi extremamente particular, eu não vou citar em detalhes, mas foi o seguinte: eu tinha um sentimento e uma dúvida que eu precisava libertar, pois estava me fazendo mal. Em outros trabalhos, o ego pegou tão forte que eu não consegui me livrar disso. Mas dessa vez, eu tive um “quebra-pau” sério com ele, que não queria me deixar entregar pra luz isso tudo, mais uma vez. Após uma discussão bem feia, e preparada para as conseqüências desse ato, que na minha avaliação serão extremamente positivas, consegui entregar o sentimento e a dúvida. Livrei-me de um fardo que eu já carregava a algum tempo. E senti esse sentimento modificar-se e a dúvida virou uma certeza.

Tudo isso tem relação com o que eu comentei antes, da situação / pessoa, com o destino, o karma e o dharma. Pedi uma resposta mais clara, e ela veio em forma de uma visão no futuro. A conseqüência do meu ato de libertação me foi mostrada com extrema clareza. E tamanha foi essa clareza que chegou a me assustar. Enxergar o próprio futuro cria uma certa expectativa, dá um frio no estômago imenso. Pior ainda é quando essa revelação é tão boa, tão perfeita... Devo confessar que senti medo de não vê-la realizada. Mas me foi muito clara, não houve contestação durante um momento sequer. Segundo minha visão, eu colhi um dharma.

Um dharma cercado de esmeraldas. Verdes. Lindas, brilhantes, amorosas, sorridentes. Nesse momento, eu tive meu único insight mais alegórico. Me vi no corpo de uma coruja. Podia sentir toda a sua penugem pelo corpo, os olhos enxergavam mais longe, os sentidos se aguçaram. E a luz entrou em meu coração.

Também preciso confessar que as doses que eu tomei do daime foram fortes, poucas e muito enjoadas. Eu sentia que, a qualquer momento, faria uma limpeza. Cheguei a caminhar em direção ao local determinado, mas a vontade passou. Eu fui forte e persistente em permanecer na força sem precisar desviar-me. Muito disso foi do cheiro da bebida, que acho que estava era bem fermentada. Qualquer fio que a gente ingeria era o suficiente para ficar na força por horas.

Num terceiro momento do trabalho, eu fui convidada a me postar de frente ao altar. Instruções foram recebidas para que eu finalmente fosse iniciada no Reiki. Mas essa segunda parte da história eu vou deixar para amanhã, ainda tenho muita informação para processar.

segunda-feira às 03:15 , 1 Comment

NA LUA CRESCENTE, FLORESCE MAIS UM ANO

E quando pensei que estava florescendo da maneira como eu queria, fui paralisada num repente. Hoje. Agora. Fui tomada de assalto pela tão temida auto-análise de final de ano. A minha chegou ao começo do ano, dez dias atrasada. Engraçado como essas coisas chegam à alma de uma bruxa. Eu estava justamente assistindo um filme sobre atos e conseqüências. Desligada do mundo por duas horas, depois de um dia tenso, que começou com um problema atrás do outro. Olhei muito bem a coleção de DVDs que tenho na minha gaveta antes de escolher meu lazer. E veja só, justo esse filme me trouxe o “clique”, a revelação, a epifania.

A saber o que é epifania: é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeça e agora consegue ver a imagem completa" do problema. O termo é aplicado quando um pensamento inspirado acontece, que parece ser divino em natureza.

E eu estava assistindo a um diálogo sobre sofrer conseqüências dos nossos atos. E me veio à luz a confirmação do meu caminho espiritual. Como ele foi bem escolhido! Combina comigo. Por alguns momentos, eu o reneguei no ano que passou, ora por vergonha (sim, as pessoas ainda tiram sarro quando a gente diz “sou bruxa”), ora por medo (medo de não ser aceita pelo meu círculo social e até de ter temida sem necessidade), ora por conveniência (algumas vezes nem é bom citar, pois causa má impressão).

Mas veja que interessante: eu mesma, pensando durante essa epifania, passei a acreditar mais ainda em karma, dharma e destino. Porque, ao rever rapidamente os acontecimentos do último ano, percebi que o destino foi me unindo a pessoas e situações diferentes. Em alguns casos, colhi novos karmas; em outros, lindos e emocionantes dharmas. Acho que pesando direitinho tudo o que aconteceu, os dharmas superam os karmas. E é incrível a nossa capacidade de decisão e indecisão quando o destino apresenta uma nova situação ou pessoa diante de nós. Os seres humanos são tão inseguros que chega a dar pena de mim mesma. Não é à toa que meu chakra raiz estava tão fechado. Ainda não está como eu gostaria, mas minha segurança aumentou um pouco.

E qual é minha maior insegurança? Quem me conhece, sabe muito bem. Mas eu só revelei a minha fraqueza aos meus fraternos. A quem eu não conheço totalmente, ou a quem eu ainda não confio, simplesmente não sabe. E não será em um blog que eu vou resolver expor de maneira tão estúpida qual é meu calcanhar de Aquiles.

A segurança continua aumentando. E pretendo demonstrar isso no meu olhar àqueles que ainda pensam que eu sou uma tapada completa. Não é porque eu penso em justiça misericordiosa egípcia que eu vou ser imbecil e deixar um por um dos meus pseudo-inimigos (porque não considero ninguém um inimigo realmente, apenas acredito em incompatibilidade de idéias) simplesmente saírem pisando na minha cabeça. Auto-estima: uma arte, uma arma poderosíssima.

Televisão é uma grande porcaria, mas hoje me ensinou uma lição sobre auto-estima que eu vou deixar guardada comigo para “future reference”. É, tem coisas que até por instinto de sobrevivência, a gente não abre pra todo mundo.

Outra coisa que aprendi: o poder do olhar. E como ler o olhar de alguém. Fitar uma pessoa pode ser o suficiente para aprender tudo sobre ela em um minuto. Dá para ler as emoções por dentro do olhar: ansiedade, serenidade, amor, paixão, fraternidade, desonestidade, falta de caráter, maldade, infantilidade. PNL também funciona muito e é o que estou estudando no momento. É importante que eu aprenda de uma vez por todas a ler as pessoas. Assim, o meu medo passa a ser o medo delas no caso de um ataque em iminência.

Mas, ao ler olhares, enxergamos muito fundo nas pessoas. E como desviar o meu olhar do olhar de outra pessoa? Como ser fria ao invés de deixar-se levar por um olhar profundo, misterioso, enigmático? A resposta para essa pergunta eu ainda não tenho. Espero outro acesso de epifania para descobrir. Foi uma auto-análise interessante. Corrigir os erros e não recorrer neles, será que conseguimos? Será que eu consigo?

sábado às 03:00 , 0 Comments